sexta-feira , 17 abril 2026
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Juiz da Lava Jato enfrenta afastamento por suspeita de furtos de champanhe

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O juiz Eduardo Appio, conhecido por sua atuação em processos da Lava Jato, foi afastado de suas funções pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) após ser suspeito de furtar garrafas de champanhe em um supermercado de Blumenau, em Santa Catarina. As ocorrências, registradas por câmeras de segurança, teriam acontecido em três datas: 20 de setembro, 4 de outubro e 18 de outubro. Cada garrafa furtada foi avaliada em R$ 399. Em um dos episódios, capturado em vídeo, Appio é visto observando as prateleiras, pegando uma garrafa e saindo do estabelecimento, quando é então abordado por seguranças. Ele é levado a uma sala, onde discute com os funcionários e apresenta um cartão aos empregados.

O TRF-4 decidiu manter o afastamento do magistrado e instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar os fatos. A medida foi confirmada pela Corte Especial Administrativa em 27 de novembro, com base na gravidade da conduta alegada, que poderia abalar a idoneidade do Poder Judiciário e comprometer a autoridade do juiz em suas decisões. Appio está afastado do cargo desde outubro deste ano, e a corte argumentou que os episódios em questão têm o potencial de colocar em suspeição as ações do magistrado perante a sociedade e os jurisdicionados.

Em resposta às acusações, Eduardo Appio negou qualquer irregularidade, classificando o caso como um mal-entendido e afirmando que sempre pagou por suas compras, com comprovantes disponíveis. Ele descreveu as suspeitas como “fake news” e sugeriu ser vítima de perseguições, anunciando que tomará medidas judiciais contra quem o acuse de forma caluniosa. O episódio levanta questões sobre a conduta de figuras públicas no Judiciário, especialmente em um contexto de investigações de alto perfil como a Lava Jato.

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