quarta-feira , 14 outubro 2026
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Escultura de Niemeyer ganha vida na Casa de Chá e convida ao diálogo com a história de Brasília

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A partir desta segunda-feira (15/12), visitantes da Casa de Chá, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, poderão interagir com uma escultura em bronze de Oscar Niemeyer, um dos arquitetos responsáveis pelo projeto da capital federal. A obra, criada pelo artista Léo Santana a convite do Senac-DF, será inaugurada no dia em que Niemeyer completaria 118 anos. Retratando o arquiteto no auge de sua produção intelectual durante a construção de Brasília, a escultura o mostra sentado de forma descontraída, sem pedestal, para promover uma interação acessível com o público. Inspirada em uma foto de Niemeyer mais velho, mas com o rosto rejuvenescido, a peça inclui elementos simbólicos como uma xícara da Casa de Chá, croquis, desenhos e uma lapiseira, todos em bronze, convidando as pessoas a sentarem ao lado dele como em um encontro cotidiano.

Léo Santana explica que a intenção vai além de uma homenagem tradicional, buscando eternizar Niemeyer em um material duradouro como o bronze, que dialoga com gerações futuras. O processo de criação durou cerca de quatro meses, envolvendo etapas artesanais desde a modelagem em argila até a fundição. Com mais de 80 esculturas de corpo inteiro espalhadas pelo país, Santana destaca a posição reflexiva do arquiteto, inspirada no período de criação de Brasília, para humanizá-lo e integrá-lo ao espaço público. “A ideia foi colocá-lo em uma situação cotidiana, para que as pessoas possam tomar um chá e interagir, como se o encontrassem ali”, afirma o escultor.

Segundo o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, a escolha da Casa de Chá, projetada pelo próprio Niemeyer como espaço de encontro e descanso, reforça o significado da obra. Inaugurada há pouco mais de um ano, o local já atraiu cerca de 250 mil visitantes, e a escultura visa valorizar a memória e a identidade da capital. “Brasília é a síntese do Brasil, e Niemeyer é um de seus grandes fundadores, ao lado de Juscelino Kubitschek e Lúcio Costa”, ressalta Corrêa. O projeto, desenvolvido há seis meses em diálogo entre o Senac e o artista, priorizou o realismo, inspirado em obras como a escultura de Carlos Drummond de Andrade em Copacabana, para manter vivo o legado de Niemeyer para turistas e brasilienses.

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