A Câmara Legislativa do Distrito Federal prepara para amanhã o lançamento de um livro que expõe o descaso prolongado com a preservação da própria história, já que muitos servidores pioneiros faleceram antes de terem suas memórias registradas.
Perdas irreparáveis marcam o resgate tardio
O evento ocorrerá na quarta-feira, 17 de junho de 2026, a partir das 19h, no Plenário da CLDF, em Brasília, para celebrar os 35 anos da Casa. O livro “Servidores Pioneiros – Memórias e Histórias da CLDF” reúne depoimentos de 66 servidores, organizados por Marly Montanheiro e Ana Maria Campos, com apoio dos deputados Wellington Luiz, Ricardo Vale e Pastor Daniel de Castro. A iniciativa surge após décadas de omissão institucional, resultando na perda definitiva de relatos essenciais.
Doações exigidas em meio à negligência histórica
A distribuição será gratuita apenas mediante doação de um quilo de alimento não perecível, durante sessão solene com homenagens. Essa exigência contrasta com o fato de que a memória da instalação e consolidação do Poder Legislativo distrital quase se perdeu por completo, evidenciando falhas graves na gestão do patrimônio documental da instituição.
É um resgate histórico importante. Muitos servidores que atuaram na instalação da CLDF já faleceram. Então, é um registro para as futuras gerações conhecerem a história da Casa por meio de quem viveu aquele momento.
Marly Montanheiro
Impacto limitado para as próximas gerações
Embora vise preservar relatos para o futuro, o projeto chega em momento em que a ausência de políticas anteriores já causou danos irreversíveis à narrativa oficial da CLDF. O enfoque negativo recai sobre a lentidão burocrática que permitiu o desaparecimento de vozes fundamentais antes mesmo do registro.