O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para esta terça-feira (6) a análise em plenário da PEC que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. A decisão ocorre após a aprovação na CCJ e cumpre promessa feita à base governista, mas levanta questionamentos sobre a real prioridade dada ao tema em meio a compromissos eleitorais recentes. A proposta, já aprovada na Câmara em maio, chega ao Senado em momento de pressão social por melhores condições de trabalho.
Tramitação da pec até o plenário
A PEC avançou na Câmara dos Deputados em maio, foi encaminhada à CCJ em agosto e obteve aprovação na comissão em setembro. Agora, o plenário do Senado Federal, em Brasília, deve debater o texto em sessão marcada para o dia seguinte. A base governista e o senador Paulo Paim (PT-RS) pressionam por votação célere, enquanto críticos apontam que o atraso reflete falta de vontade política para enfrentar interesses empresariais contrários à mudança.
Promessas e expectativas do debate
Alcolumbre afirmou publicamente que a votação ocorreria após as eleições, em cumprimento a compromisso assumido com Paim. A assessoria da presidência do Senado destacou que o tema exige responsabilidade e equilíbrio diante das diferentes visões envolvidas. Ainda assim, a demora na análise gera desconfiança sobre a efetiva disposição do Congresso em priorizar direitos trabalhistas em vez de postergar decisões relevantes para a sociedade brasileira.
O tema, de ampla relevância para a sociedade brasileira, será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas.
Assessoria da presidência do Senado
Quero aproveitar essa oportunidade que o senador Paulo Paim está aqui na mesa e veio me dar um abraço, para dizer para vossa excelência e para o Brasil, que vossa excelência estará aqui votando, após as eleições, o fim da escala 6×1 no plenário do Senado Federal.
Davi Alcolumbre