O presidente regional do Partido Verde no Distrito Federal e candidato a deputado distrital, Eduardo Brandão, defendeu a renovação da Câmara Legislativa do Distrito Federal e cobrou que os deputados distritais deixem de atuar de forma passiva diante do Executivo. Ele destacou como principal exemplo dessa postura a aprovação, por maioria absoluta dos parlamentares, de todas as propostas que permitiram ao BRB adquirir o Banco Master. Brandão ressaltou que o Legislativo precisa propor e fiscalizar políticas públicas voltadas aos moradores de Brasília, em vez de limitar-se a aprovar demandas do governo.
A operação envolveu o BRB, banco público do Distrito Federal, como comprador da instituição privada Banco Master. Após a transação, o BRB assumiu uma dívida ainda não dimensionada e depende de um empréstimo milionário para manter sua capacidade financeira. O patrimônio histórico da população corre o risco de intervenção ou liquidação caso não haja medidas para sanear a instituição.
Postura passiva diante do executivo
Brandão argumentou que a Câmara Legislativa não pode funcionar apenas como extensão do Buriti. Os deputados distritais, segundo ele, têm o dever de propor iniciativas e fiscalizar o Executivo para atender aos interesses dos moradores de Brasília. Ele citou a aprovação unânime das medidas relacionadas à compra do Banco Master como prova de conivência excessiva.
A Câmara Legislativa não pode ser apenas um puxadinho do Buriti. Os deputados têm a função de propor e ajudar a executar políticas públicas de interesse dos moradores de Brasília, além de fiscalizar o Executivo
Eduardo Brandão, presidente regional do Partido Verde no DF e candidato a deputado distrital
O candidato também afirmou que a responsabilidade pela situação do BRB não se restringe ao governador e à sua equipe. Os parlamentares que votaram favoravelmente às propostas compartilham parte da culpa pelo desfecho da operação.
Celina e Ibaneis quebraram o banco, mas os deputados também são responsáveis
Eduardo Brandão
Exigência de iniciativa no legislativo
Para Brandão, os deputados precisam adotar uma postura ativa e construtiva. Ele criticou a prática de apenas aprovar demandas do Executivo sem análise aprofundada ou propostas alternativas. A eleição de 2026 representa, na visão dele, a chance de renovar a composição da Câmara com candidatos comprometidos com Brasília.
Ajudar a construir e não apenas abaixar a cabeça e dizer 'sim senhor', como foi com a questão do BRB
Eduardo Brandão
Brandão defendeu que o Legislativo deve apresentar soluções concretas em vez de reagir após as decisões do governo. Ele alertou que reclamar posteriormente não resolve os problemas gerados pela falta de fiscalização prévia.
É preciso ter iniciativa e mostrar como fazer
Eduardo Brandão
Reclamar depois é a pior solução
Eduardo Brandão
Impactos para o patrimônio público
Após a compra do Banco Master pelo BRB, a instituição pública enfrenta desafios financeiros que afetam diretamente o patrimônio dos moradores do Distrito Federal. Brandão lembrou que o banco foi criado para servir à população e que sua eventual liquidação representaria prejuízo histórico. Ele propôs que os futuros deputados priorizem a fiscalização rigorosa de operações que envolvam recursos públicos.
O candidato, que já foi secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal por duas vezes, ressaltou que sua experiência na gestão pública reforça a importância de políticas voltadas ao interesse coletivo. A renovação da Câmara, segundo Brandão, permitiria eleger parlamentares dispostos a propor e executar ações em benefício dos residentes de regiões como Sobradinho e demais áreas do DF. Ele concluiu que a mudança de atitude no Legislativo é essencial para evitar novas situações de risco ao erário distrital.