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Câmara do DF aprova R$ 50 milhões em crédito rural em meio a restrições fiscais

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Lavoura de soja no DF representando crédito rural aprovado pela Câmara
Lavoura de soja no DF representando crédito rural aprovado pela Câmara

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou três projetos de lei que modernizam o Fundo Distrital de Desenvolvimento Rural e autorizam crédito especial de R$ 50 milhões, decisão que amplia compromissos fiscais do Poder Executivo em momento de restrições orçamentárias no Distrito Federal.

Os textos, de autoria do deputado distrital Martins Machado, receberam aprovação em segundo turno durante a sessão ordinária desta terça-feira e agora dependem de sanção do governador Ibaneis Rocha. A medida permite novas linhas de financiamento para irrigação, armazenagem e infraestrutura rural, mas especialistas alertam para o risco de endividamento adicional sem garantias claras de retorno econômico imediato.

Expansão de gastos sem contrapartidas claras

A autorização de R$ 50 milhões em crédito especial para mobilidade rural e quitação de passivos representa aumento direto na despesa pública. Embora os projetos ampliem modalidades de apoio ao setor agropecuário, a falta de detalhamento sobre critérios de concessão dos financiamentos gera dúvidas sobre a capacidade de fiscalização e sobre eventuais impactos negativos no equilíbrio das contas do Distrito Federal.

Modernização que pode agravar desigualdades

A reforma do FDDR inclui inovação tecnológica e sustentabilidade como prioridades, porém a concentração de recursos em determinadas modalidades de financiamento pode beneficiar apenas grandes produtores, deixando de lado a agricultura familiar. Essa abordagem levanta questionamentos sobre a real capacidade dos projetos de promover desenvolvimento equilibrado em todas as regiões rurais do Distrito Federal.

Tramitação acelerada e sanção iminente

Com a aprovação concluída, resta ao governador Ibaneis Rocha decidir pela sanção ou veto dos projetos. A rapidez do processo na CLDF, sem ampla discussão pública sobre os riscos fiscais, reforça a percepção de que decisões de grande impacto orçamentário seguem tramitando sem o devido escrutínio da sociedade civil.

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