quinta-feira , 15 janeiro 2026
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Tornado no Paraná: a resposta do governo à tragédia que abalou o Centro-Sul

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O devastador tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, na região Centro-Sul do Paraná, na noite de sexta-feira (7), revela as vulnerabilidades de uma administração estadual diante de eventos climáticos extremos. Com cinco mortos, cerca de 430 feridos, 28 desabrigados e mais de mil desalojados, o fenômeno não apenas destruiu residências, derrubou árvores, postes e estruturas, mas também interrompeu o fornecimento de energia e água em diversas áreas. O governador Carlos Massa Ratinho Junior, ao declarar a montagem de uma força-tarefa para resgate e atendimento de saúde, busca demonstrar agilidade, mas a escala da destruição questiona se as medidas preventivas e de resposta rápida estão à altura das demandas crescentes por resiliência climática no estado.

A mobilização de recursos, incluindo 30 bombeiros de cidades vizinhas, 20 integrantes do Grupo de Operações de Socorro Tático (Gost) com cães de busca, e ambulâncias de Cascavel e Guarapuava, reflete um esforço coordenado, mas expõe lacunas na infraestrutura local. Caminhões da Defesa Civil, carregados com cestas básicas, kits de higiene e dormitório, partiram de Curitiba na madrugada de sábado (8), sinalizando um compromisso inicial com a reconstrução. No entanto, o tornado, classificado preliminarmente como F2 na escala Fujita pelo Sistema de Meteorologia do Paraná (Simepar), com ventos entre 180 km/h e 250 km/h, gerado em uma supercélula, afetou também Candói, Laranjeiras do Sul e Guarapuava, ampliando o debate sobre investimentos em alertas meteorológicos e planejamento urbano em regiões suscetíveis.

Enquanto as equipes de resgate permanecem ativas, o levantamento de danos prometido pelo governador para auxiliar na reconstrução pode ser um teste crucial para sua gestão, especialmente em um contexto político onde desastres naturais ganham contornos eleitorais. É imperativo que o governo do Paraná transforme essa tragédia em uma oportunidade para políticas mais robustas, evitando que a neutralidade burocrática se traduza em ineficiência crônica.

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