O setor de máquinas e equipamentos rejeita a reciprocidade de tarifas com os Estados Unidos e defende uma negociação ampla com o governo de Donald Trump, conforme manifestado por representantes da Abimaq durante reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin na terça-feira. A posição surge diante de tarifas americanas previstas para agosto de 2026 e busca evitar prejuízos ao segmento, que registra déficit comercial com o país norte-americano.
Reunião com o vice-presidente
José Velloso, representante da Abimaq, destacou que o Brasil possui superávit comercial geral com os EUA, porém o setor de máquinas enfrenta déficit específico. Ele enfatizou a necessidade de diálogo para reduzir barreiras americanas sobre produtos brasileiros, em vez de adotar medidas recíprocas que poderiam afetar toda a cadeia produtiva.
Nós não somos favoráveis à reciprocidade. Isso não é bom para ninguém. O que a gente defende é uma negociação.
José Velloso
Posição do governo brasileiro
O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que o presidente Lula determinou a busca por uma solução negociada. A estratégia prioriza conversas amplas para mitigar impactos das tarifas e preservar empregos no setor industrial brasileiro.
Vamos negociar. O presidente Lula já determinou que vamos buscar uma solução negociada.
Geraldo Alckmin
O Brasil tem superávit comercial com os EUA, mas o setor de máquinas tem déficit. Então, a gente quer negociar para reduzir as tarifas americanas para os nossos produtos.
José Velloso