domingo , 12 julho 2026
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Hugo Motta critica suspensão do PL por Flávio Dino como intervenção do Judiciário

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Em nota, Hugo Motta afirmou que decisão tenta 'criminalizar a política' Lula Marques/Agência Brasil - Arquivo
Em nota, Hugo Motta afirmou que decisão tenta 'criminalizar a política' Lula Marques/Agência Brasil - Arquivo

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, divulgou nota oficial no sábado, 11 de julho de 2026, em que criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino de suspender o registro do Partido Liberal. A medida atende a pedido da Procuradoria-Geral da República e se baseia em irregularidades identificadas em contas e recursos do partido. Motta classificou a suspensão como uma intervenção indevida do Judiciário na atividade política.

Fundamentos da suspensão

A decisão de Flávio Dino ocorreu após análise de irregularidades apontadas pela Procuradoria-Geral da República nas contas do PL, presidido por Valdemar Costa Neto. Segundo o ministro, as falhas justificam a suspensão temporária do registro partidário para evitar o uso irregular de recursos públicos. A medida busca garantir a transparência no financiamento das legendas e o cumprimento das normas eleitorais vigentes.

Reação da Câmara dos Deputados

Hugo Motta argumentou que a suspensão criminaliza a atividade partidária e viola o princípio da separação dos poderes. Ele defendeu que questões internas dos partidos devem ser resolvidas no âmbito legislativo, sem interferência direta do Judiciário. A nota oficial reforça que o Congresso deve preservar a autonomia das legendas no exercício de suas funções políticas.

Impactos no cenário político

A controvérsia envolve diretamente o presidente da Câmara, o ministro do STF, o comando do PL e a Procuradoria-Geral da República. O caso pode gerar novos debates sobre os limites da atuação judicial em assuntos partidários e sobre a necessidade de maior clareza nas regras de prestação de contas. Até o momento, o partido avalia as medidas cabíveis para contestar a decisão.

A decisão do ministro Flávio Dino é inaceitável e representa uma indevida intervenção do Judiciário na atividade política. Não se pode criminalizar a atividade partidária.

Hugo Motta

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