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Comissão conclui que Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar

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Carro antigo acidentado em rodovia brasileira, simbolizando assassinato de Juscelino Kubitschek pela ditadura militar.
Carro antigo acidentado em rodovia brasileira, simbolizando assassinato de Juscelino Kubitschek pela ditadura militar.

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) aprovou, nesta quarta-feira (11), em 2026, o relatório final que conclui que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar brasileira. A decisão ocorreu em Brasília e reescreve a narrativa oficial da morte de JK, ocorrida em 1976 na Rodovia Presidente Dutra, até então considerada um acidente de carro. A relatora Rosa Cardoso liderou a análise que aponta para um assassinato político orquestrado pelos órgãos de repressão do regime para eliminar uma liderança opositora.

Detalhes da investigação

A comissão examinou documentos, depoimentos e perícias técnicas para chegar à conclusão. Entre as evidências, destaca-se um laudo de 2013 da Polícia Civil de Minas Gerais, que indicou a presença de um projétil no carro de JK. Relatos de monitoramento pelos serviços de inteligência da ditadura também reforçaram a tese de assassinato.

O caso foi reaberto em 2013, quase quatro décadas após a morte de JK em 1976. A análise revelou que os órgãos repressores do regime militar visavam neutralizar opositores, e JK representava uma ameaça significativa. Essa conclusão altera o entendimento histórico sobre o período da ditadura militar brasileira.

Reações da família e implicações

A filha de JK, Maria Estela Kubitschek, e o advogado da família, Paulo Cunha, reagiram à aprovação do relatório. Eles expressaram alívio pela revelação da verdade e cobraram responsabilidade do Estado. A decisão pode abrir caminho para reparações e revisões em outros casos semelhantes.

É um momento histórico. Finalmente, a verdade vem à tona. Meu pai foi vítima da ditadura

Maria Estela Kubitschek

Agora esperamos que o Agora, esperamos que o Estado assuma sua responsabilidade e que haja reparação

Paulo Cunha

Essa aprovação marca um avanço na busca por justiça para vítimas da ditadura militar. A CEMDP continua a investigar outros desaparecimentos políticos, contribuindo para a memória coletiva do Brasil. O relatório reforça a importância de confrontar o passado autoritário para fortalecer a democracia.

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