O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) declarou a Fazenda Sálvia, localizada em Planaltina, no Distrito Federal, como área de interesse público para fins de reforma agrária. A medida, publicada por meio de portaria no Diário Oficial da União em 3 de outubro de 2025, uma quinta-feira, inicia o processo de desapropriação da propriedade. Essa ação visa destinar o terreno para a criação de assentamentos destinados a famílias de trabalhadores rurais sem terra, atendendo a uma demanda crescente na região.
Detalhes da portaria e processo
A portaria do Incra marca o início de etapas como a avaliação de indenização aos proprietários da Fazenda Sálvia, além de vistorias técnicas e a elaboração de um plano de assentamento. Esse procedimento segue as normas legais para reforma agrária, garantindo que a desapropriação ocorra de forma organizada. No Distrito Federal, onde a escassez de terras rurais é agravada pela urbanização e especulação imobiliária, iniciativas como essa são essenciais para promover a distribuição equitativa de recursos.
Envolvidos e impacto social
Os principais atores incluem o Incra, os atuais proprietários da fazenda e cerca de 500 famílias sem terra cadastradas no DF, além de movimentos sociais como o MST. Essas famílias aguardam oportunidades para se estabelecerem em assentamentos produtivos. A declaração pode beneficiar diretamente esses grupos, oferecendo perspectivas de moradia e trabalho rural em uma área próxima à capital federal.
Contexto da reforma agrária no DF
A Fazenda Sálvia, em Planaltina, representa uma das poucas opções viáveis para expansão da reforma agrária no Distrito Federal, onde o avanço urbano limita as propriedades disponíveis. A iniciativa reflete esforços para combater a desigualdade fundiária, promovendo o uso sustentável da terra. Com a publicação da portaria, o processo agora avança para fases de negociação e implementação, potencialmente transformando a realidade de centenas de famílias.
Perspectivas futuras
Enquanto o Incra conduz as próximas etapas, como as vistorias e o plano de assentamento, a expectativa é de que a desapropriação contribua para reduzir a pressão por terras no DF. Movimentos sociais e famílias sem terra acompanham de perto os desdobramentos, destacando a importância dessa medida em meio à especulação imobiliária. Essa declaração reforça o compromisso com a reforma agrária, alinhando-se a políticas públicas para o desenvolvimento rural sustentável.