quarta-feira , 6 maio 2026
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Comerciante será julgado por assassinato em briga por vaga de estacionamento em Samambaia

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Rua em Samambaia com vagas de estacionamento, cena de briga por vaga que resulta em julgamento por assassinato.
Rua em Samambaia com vagas de estacionamento, cena de briga por vaga que resulta em julgamento por assassinato.

O Tribunal do Júri de Samambaia, no Distrito Federal, julgará em 21 de maio de 2026 o comerciante Francisco Evaldo de Moura, de 56 anos, pelo assassinato do empresário Adriano de Jesus, de 50 anos. O crime ocorreu em 6 de fevereiro de 2025, na Quadra 408 da região administrativa de Samambaia, motivado por uma disputa por vaga de estacionamento pública. Considerado um homicídio qualificado por motivo fútil, o caso envolve qualificadoras que podem levar a uma pena próxima de 30 anos de prisão.

Detalhes do crime

De acordo com os fatos apurados, Francisco confrontou os vizinhos por causa de uma vaga de estacionamento pública. Ele sacou uma arma de fogo, perseguiu Adriano de Jesus e efetuou quatro disparos pelas costas, causando a morte no local. Após o ato, o réu fugiu, mas foi preso posteriormente pelas autoridades.

A viúva de Adriano, Elaine Ferreira, de 59 anos, presenciou o ocorrido e relatou o horror vivido. O filho da vítima, Gabriel Ferreira, também acompanha o processo. A denúncia destaca que o motivo fútil agrava a qualificação do homicídio.

Expectativas para o julgamento

O julgamento ocorrerá no Tribunal do Júri de Samambaia, com um júri popular composto por sete pessoas da comunidade. Marcos Akaoni, advogado assistente de acusação, acredita que as circunstâncias narradas na denúncia e na sentença de pronúncia podem resultar em uma dosimetria de pena elevada. A família da vítima busca justiça máxima pelo crime.

O primeiro passo é a condenação pelo júri popular, composto por sete pessoas da comunidade. Devido às circunstâncias narradas na denúncia e na sentença de pronúncia, a dosimetria da pena pode se aproximar dos 30 anos

Marcos Akaoni

Depoimentos da família

Elaine Ferreira, viúva de Adriano, expressou o impacto emocional do assassinato. Ela descreveu o companheiro como parceiro no trabalho e na vida, enfatizando a necessidade de punição. O caso ressalta como uma simples disputa por vaga de estacionamento pode escalar para tragédia.

Eu vivi cada segundo daquele horror. Vi o assassino entrar na minha casa, vi o desespero do Adriano correndo e vi ele atirar pelas costas, sem dar qualquer chance de defesa

Elaine Ferreira

Ele não era só meu marido, era meu companheiro em tudo, no trabalho e na vida. Espero que o responsável pague pelo que fez com a pena máxima. Nada o trará de volta, mas a justiça precisa ser feita

Elaine Ferreira

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