O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou na sexta-feira, 2 de outubro de 2026, a criação de um filtro que impede o direcionamento automático de petições a ministros específicos da Corte. A iniciativa surge após episódios recorrentes de conflitos entre magistrados e questionamentos sobre a sobreposição de competências entre o STF e o TSE, envolvendo nomes como Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Flávio Dino. A medida altera o fluxo interno de processos e reforça o controle prévio antes de qualquer vinculação a um relator.
Filtro centralizado busca reduzir tensões
Novas petições agora passam por uma etapa de análise antes de serem atribuídas automaticamente. Essa mudança atinge diretamente o cotidiano do tribunal e envolve ministros como Luiz Fux, além de menções a figuras externas como Flávio Bolsonaro e Antonio Tabet em discussões recentes sobre limites de atuação. A decisão de Fachin ocorre em meio a críticas sobre a agilidade de decisões monocráticas que, segundo observadores, têm alimentado disputas internas.
Impactos na rotina do tribunal
A implementação do controle prévio representa uma resposta direta às chamadas guerras de liminares que marcaram os últimos meses. Ao exigir verificação antes da distribuição, o STF adota procedimento mais rigoroso que pode afetar o ritmo de julgamentos e a percepção pública sobre a independência de seus membros. Especialistas apontam que a medida, embora técnica, reflete tensões acumuladas entre o Supremo e o Tribunal Superior Eleitoral.
Com a nova regra em vigor, o tribunal busca mitigar questionamentos sobre competências sobrepostas e restaurar maior previsibilidade nos trâmites. O filtro instituído por Fachin não elimina as divergências existentes, mas sinaliza esforço para conter excessos que têm marcado a atuação de alguns ministros. O desfecho dessas alterações dependerá da aplicação prática nos próximos meses.