quarta-feira , 13 maio 2026
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Comissão de Saúde aprova projeto contra perigos das telas em crianças, mas lentidão alarma

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Mesa com documentos legislativos, tablet e brinquedos infantis no Congresso Nacional, ilustrando projeto contra perigos das telas em crianças.

Em uma decisão que destaca a crescente preocupação com os perigos do mundo digital, a Comissão de Saúde da Câmara Legislativa aprovou nesta terça-feira, 24 de março de 2026, o Projeto de Lei 1.234/2023, que institui uma campanha educativa sobre os riscos do uso excessivo de telas por crianças e adolescentes. Autora da proposta, a deputada Dayse Amarilio (PSB) alerta para impactos devastadores na saúde física e mental, como distúrbios do sono, obesidade, problemas posturais e transtornos de atenção. O texto, relatado pelo deputado Gabriel Magno (PT), segue agora para análise em outras comissões antes de chegar ao plenário, em meio a críticas sobre a lentidão legislativa diante de uma crise silenciosa que afeta famílias inteiras.

Aprovação e envolvidos no projeto

A aprovação ocorreu durante reunião da Comissão de Saúde, com apoio de deputados como Pastor Daniel de Castro (PP), Jaqueline Silva (MDB), Chico Vigilante (PT) e Martins Machado (Republicanos). Esses parlamentares enfatizaram a urgência de alertar pais e responsáveis sobre os malefícios do vício em telas, que pode comprometer o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes. No entanto, o processo ainda depende de avaliações adicionais, o que pode prolongar a implementação de medidas preventivas em um momento em que os casos de transtornos relacionados ao uso excessivo de telas só aumentam.

Riscos à saúde física e mental

Os impactos negativos incluem distúrbios do sono que levam a fadiga crônica, obesidade decorrente de sedentarismo prolongado, problemas posturais que causam dores crônicas e transtornos de atenção que prejudicam o desempenho escolar e social. Especialistas alertam que o uso excessivo de telas está criando uma geração vulnerável a esses males, com pais e responsáveis muitas vezes alheios aos perigos. A campanha educativa proposta visa combater essa ignorância, mas críticos questionam se será suficiente para reverter danos já instalados em lares brasileiros.

É fundamental equilibrar o uso de tecnologias com atividades offline.

A declaração do deputado Gabriel Magno (PT) resume a essência do projeto, mas destaca a ironia de depender de leis para promover hábitos saudáveis em uma era dominada por dispositivos digitais.

Próximos passos e desafios

O PL 1.234/2023 avança para outras comissões da Câmara Legislativa, onde debates adicionais podem dilatar o cronograma, frustrando expectativas de ações imediatas. Enquanto isso, famílias continuam expostas aos riscos do uso excessivo de telas, com crianças e adolescentes enfrentando consequências irreversíveis para sua saúde. A aprovação inicial é um passo, mas o tom negativo persiste: sem urgência, a campanha educativa pode chegar tarde demais para muitos.

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