Um homem de 28 anos perdeu a vida de forma trágica enquanto podava uma árvore em Caldas Novas (GO), na tarde de domingo (9/11). Segundo o Corpo de Bombeiros (CBMGO), o acidente ocorreu quando um galho tocou a rede elétrica, causando uma descarga fatal que o vitimou instantaneamente. Esse tipo de incidente, infelizmente comum em áreas urbanas, destaca a negligência recorrente em políticas de prevenção de riscos, onde a falta de fiscalização rigorosa sobre redes elétricas expõe cidadãos a perigos evitáveis. É inadmissível que, em um país com avanços tecnológicos, falhas básicas como essa continuem ceifando vidas, refletindo uma omissão governamental que prioriza outros setores em detrimento da segurança pública.
Os bombeiros encontraram a vítima ainda sobre a árvore, com queimaduras nas mãos, perna e face direita, já sem sinais vitais. Após o desligamento da rede pela empresa Equatorial, utilizou-se uma escada para o resgate, e o óbito foi confirmado pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Essa operação, embora eficiente, evidencia a dependência de intervenções emergenciais que poderiam ser mitigadas por regulamentações mais estritas. Opino que episódios assim demandam uma revisão urgente nas normas de poda e manutenção urbana, pois revelam como a ineficiência de concessionárias como a Equatorial pode ser agravada por políticas frouxas, deixando a população vulnerável a acidentes previsíveis.
Em um contexto político mais amplo, essa morte não é isolada, mas um sintoma de falhas sistêmicas na gestão de infraestrutura crítica. Governos locais e federais precisam investir em campanhas de conscientização e em tecnologias de detecção de riscos elétricos, em vez de reagir apenas após tragédias. Sem uma abordagem proativa, continuaremos assistindo a perdas irreparáveis, o que questiona a efetividade de nossas políticas públicas e a responsabilidade das autoridades em proteger os cidadãos.