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Enem 2025: confiança dos candidatos contrasta com adiamentos por falhas climáticas e eventos globais

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No primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, a pontualidade marcou a rotina na Universidade Paulista (Unip), onde os portões fecharam exatamente às 13h sem registro de atrasados. Alunos como Carlos Eduardo Azambuja, de 22 anos, que almeja cursar artes cênicas para se tornar dublador, demonstraram confiança após um ano de preparação intensa. Ele, que não obteve bom desempenho em 2021, acredita que desta vez alcançará uma nota satisfatória. Da mesma forma, Ester Marques, de 17 anos, que sonha em estudar direito, expressou otimismo, destacando seu preparo em linguagens e ciências humanas, apoiado pela família e por orações. Essa serenidade inicial reflete, em minha visão, a resiliência da juventude brasileira diante de um sistema educacional que, apesar de suas limitações, continua a ser uma porta de entrada para o futuro.

Com 4.811.338 inscritos confirmados em todo o país, incluindo 1.811.524 concluintes do ensino médio, o Enem mobiliza uma parcela significativa da população, com 60,06% de mulheres entre os participantes. No Distrito Federal, 82.975 candidatos, dos quais 27.059 no último ano da educação básica, enfrentam as provas que começam às 13h30 e terminam às 19h, com permanência mínima de duas horas em sala. Apenas quem sair nos últimos 30 minutos leva o caderno de questões. O Correio acompanha o exame em tempo real, com atualizações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e divulgará, às 20h, um gabarito extraoficial em parceria com o Bernoulli Educação. Essa estrutura, opinativamente, reforça a importância de mecanismos transparentes para democratizar o acesso ao ensino superior, mas expõe a necessidade de investimentos políticos mais robustos para aprimorar a logística nacional.

Contudo, o exame não escapa de interferências externas que revelam vulnerabilidades políticas. Em Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, as provas foram adiadas para 30 de novembro e 7 de dezembro devido à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), um evento global que, embora crucial, prejudica milhares de estudantes. No Paraná, em Rio Bonito do Iguaçu, as provas foram suspensas após um tornado que deixou seis mortos na sexta-feira (7/11), sem nova data definida pelo Inep. Esses adiamentos, a meu ver, destacam falhas em políticas de contingência para desastres climáticos e eventos internacionais, exigindo do governo uma abordagem mais proativa para proteger o direito à educação em contextos de crise.

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