A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) prendeu na noite de quinta-feira (6/11) um homem de 35 anos acusado de roubar o celular de uma mulher na QNM 19, em Ceilândia. Armado com uma faca, o suspeito fugiu após o crime, mas foi alcançado por populares que o agrediram com chutes e pauladas, deixando-o ferido e desorientado. A vítima sofreu arranhões no braço e no rosto durante a ação. Ao chegarem, os policiais encontraram o homem no chão e solicitaram atendimento médico do Corpo de Bombeiros, que o encaminhou ao Hospital de Base sob custódia. O caso foi registrado na 15ª Delegacia de Polícia, com a faca e o celular apreendidos. Esse episódio revela não apenas a audácia dos criminosos, mas também o risco de uma justiça paralela que, embora compreensível em meio à frustração coletiva, ameaça o estado de direito e expõe falhas no sistema de segurança pública.
O suspeito, com histórico criminal incluindo roubo, furto e corrupção de menores, exemplifica como a reincidência agrava a percepção de impunidade no Distrito Federal. Um caso semelhante ocorreu na madrugada de quarta-feira (5/11) no Itapoã, onde um adolescente de 17 anos foi amarrado e espancado após tentar roubar com uma faca uma jovem de 16 anos, que se feriu superficialmente mas conseguiu desarmá-lo. Um grupo de motociclistas interveio, impedindo novas vítimas, e a PMDF deteve o menor. Esses incidentes, próximos no tempo e na natureza, sugerem um padrão preocupante de violência urbana que demanda uma resposta mais assertiva das autoridades. Opinar que a sociedade está assumindo o papel de vigilante reflete uma crise de confiança nas instituições, onde a lentidão judicial e a escassez de policiamento preventivo incentivam reações extremas.
Em um contexto político, esses eventos no DF destacam a urgência de reformas na segurança, como investimentos em inteligência policial e programas de reinserção social para reduzir a reincidência. Ignorar essa realidade pode perpetuar um ciclo de violência que erode a governabilidade, especialmente em regiões periféricas como Ceilândia e Itapoã. É essencial que lideranças políticas priorizem políticas públicas integradas, equilibrando repressão com prevenção, para evitar que a população recorra a métodos que, no fim, vitimam a todos.