O Distrito Federal registra 54 dias consecutivos sem chuvas desde 25 de junho de 2026, o que eleva o risco de incêndios no Cerrado e impulsiona ações preventivas coordenadas por autoridades locais. Até 16 de agosto, foram contabilizadas 3.738 ocorrências de fogo em vegetação, especialmente em áreas como o Plano Piloto, Paranoá, Gama e o Parque Nacional de Brasília. A operação Verde Vivo 2026, em andamento de abril a novembro, concentra esforços em monitoramento, queima prescrita e mobilização de equipes para conter a propagação das chamas durante a estiagem.
Medidas preventivas em execução
Equipes realizam a queima prescrita em 300 hectares, abrem 50 km de aceiros e contratam 150 brigadistas adicionais para reforçar o combate. O Programa de Monitoramento de Áreas Queimadas (Promaq) fornece dados diários que orientam as intervenções, enquanto até 169 combatentes e 35 viaturas atuam em campo, apoiados por aeronaves e drones. Essas iniciativas visam reduzir a biomassa seca e criar barreiras naturais contra o avanço do fogo em unidades de conservação.
Condições meteorológicas e riscos
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para a influência de uma massa de ar seco, com baixa umidade relativa, temperaturas elevadas e ventos fracos a moderados que ressecam solo e vegetação. Essa combinação aumenta a probabilidade de ignição espontânea e rápida propagação das chamas, demandando atenção constante da população em áreas urbanas e rurais do Distrito Federal.
Monitoramento contínuo durante a estiagem
Autoridades mantêm o emprego diário de recursos humanos e tecnológicos para acompanhar focos de calor e responder rapidamente a novas ocorrências. A integração entre brigadistas, dados do Promaq e apoio aéreo permite ações mais precisas, minimizando impactos ambientais e protegendo comunidades expostas ao risco durante os meses mais secos do ano.