As Unidades de Pronto Atendimento do Distrito Federal registraram mais de 8,6 mil atendimentos por sintomas respiratórios em maio de 2026, o que representa alta de 11,7% em relação a abril. O aumento reflete o avanço sazonal de infecções respiratórias leves e alergias típicas desta época do ano. Adultos entre 20 e 29 anos e crianças de 1 a 4 anos foram os grupos mais atendidos nas UPAs geridas pelo IgesDF.
Perfil dos pacientes e principais causas
Os casos envolveram principalmente alergias, rinite, sinusite e crises asmáticas. A pediatra Wilson Luiz Maldonado de Aguiar, da UPA Recanto das Emas, e a coordenadora médica Juliana de Almeida Barros, da UPA Gama, destacam que o período favorece o agravamento desses quadros. Após o cadastro, os pacientes passaram por classificação de risco que resultou em 53% de atendimentos verdes, 34% amarelos e mais de 9% laranja ou vermelho.
Classificação de risco e opções de atendimento
Os casos menos urgentes puderam ser direcionados a teleconsultas, agilizando o fluxo nas unidades. Essa estratégia ajuda a reduzir filas e priorizar quem realmente precisa de avaliação presencial imediata. O crescimento dos atendimentos foi observado especialmente nas UPAs de Recanto das Emas e Sobradinho.
Recomendações para o período
Especialistas orientam que a população mantenha cuidados preventivos, como hidratação e uso de máscaras em ambientes fechados. O IgesDF reforça que o monitoramento contínuo permite ajustar recursos conforme a demanda sazonal. Os números de maio confirmam a necessidade de atenção redobrada com a saúde respiratória nesta época do ano.