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PGR defende eleições diretas para mandato tampão no governo do Rio

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Urna eletrônica em sala de votação no Rio de Janeiro, simbolizando eleições diretas para governo tampão defendidas pela PGR.
Urna eletrônica em sala de votação no Rio de Janeiro, simbolizando eleições diretas para governo tampão defendidas pela PGR.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a realização de eleições diretas para o mandato tampão no governo do Rio de Janeiro, em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira, 5 de abril de 2026. O parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, responde a uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) proposta pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), que questiona a constitucionalidade do artigo 8º da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. A norma estadual prevê eleição indireta pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em caso de vacância nos dois últimos anos do mandato, o que, segundo a PGR, contraria princípios democráticos.

Contexto da manifestação

A ADPF do PSB busca invalidar a regra estadual que permite eleições indiretas para governador em vacância tardia, argumentando violação à soberania popular. O relator do caso no STF é o ministro Luiz Fux. No parecer, a PGR enfatiza a necessidade de aplicar por analogia o artigo 81 da Constituição Federal, que prevê eleições diretas em situações semelhantes no âmbito federal.

Essa posição surge em meio ao contexto político do Rio de Janeiro, onde o governador Cláudio Castro está em exercício. A manifestação da PGR reforça que tratamentos diferenciados para entes subnacionais em sucessão governamental não são autorizados pela Constituição Federal.

Argumentos da PGR

A PGR argumenta que a eleição indireta ofende o regime democrático e o princípio da soberania popular. Em uma das citações destacadas, o órgão afirma:

A eleição indireta para o cargo de governador, em caso de vacância nos dois últimos anos do mandato, ofende o princípio da soberania popular e o regime democrático.

Além disso, a PGR defende a imperatividade da analogia com o regime federal:

A analogia com o regime federal é imperativa, uma vez que a Constituição Federal não autoriza tratamento diferenciado para os entes subnacionais em matéria de sucessão governamental.

Implicações para o Rio de Janeiro

Caso o STF acate o parecer da PGR, isso poderia alterar as regras de sucessão no governo do Rio de Janeiro, priorizando eleições diretas mesmo nos últimos anos de mandato. Essa decisão fortaleceria a participação popular em processos eleitorais estaduais. O debate reflete tensões entre normas locais e princípios constitucionais nacionais, com potencial impacto em outros estados brasileiros.

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