A CPI do Crime Organizado, em andamento no Congresso Nacional, está redesenhando o cenário político para as eleições de 2026 antes mesmo de suas conclusões finais. De acordo com análises do RenovaBR, uma escola de formação política que prepara 141 aspirantes a candidatos até dezembro, o tema da segurança pública — historicamente sensível e de alto custo político — retorna ao centro das disputas eleitorais. Essa comissão parlamentar de inquérito, ao investigar redes criminosas, força um reposicionamento de partidos e pré-candidatos, que agora precisam lidar com demandas por propostas concretas em uma área onde sucessivos governos acumulam desgaste.
Eduardo Mufarej, fundador do RenovaBR, destaca que a pressão da opinião pública e o impacto econômico da violência tornarão o debate incontornável nas campanhas. A inclusão do assunto na grade curricular da escola reflete a percepção de que a CPI não é apenas uma investigação, mas um catalisador para programas eleitorais mais robustos. Nos bastidores, siglas políticas tratam o avanço das apurações como um fator duplo: risco para quem falhar em responder às cobranças por resultados, e oportunidade para quem souber capitalizar o clamor por mudanças efetivas na segurança.
Em um contexto de crescente polarização, é evidente que a CPI pode expor vulnerabilidades de lideranças políticas, testando sua capacidade de articulação em temas complexos como o combate ao crime organizado. Essa dinâmica sugere que as eleições de 2026 serão marcadas por uma agenda mais pragmática, onde a retórica vazia dará lugar a compromissos mensuráveis, influenciando não apenas o voto popular, mas também alianças partidárias em um tabuleiro cada vez mais imprevisível.