quinta-feira , 15 janeiro 2026
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Iniciativas do DF: entre empoderamento, sorteios e debates sobre vícios, o que falta na agenda política?

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O Distrito Federal tem demonstrado esforços notáveis em promover o empreendedorismo por meio do programa Empodera DF, que prioriza o apoio a mulheres e afrodescendentes. Essa iniciativa reflete uma tentativa de corrigir desigualdades históricas, mas, em um contexto político, levanta questionamentos sobre a efetividade de políticas públicas que, embora louváveis, muitas vezes ficam no campo simbólico sem métricas claras de impacto. Enquanto o governo local celebra esses avanços, é opinativo afirmar que tais programas poderiam ser mais robustos se integrados a uma estratégia nacional de inclusão econômica, evitando que se tornem meras vitrines eleitorais em ano de disputas políticas.

Outro destaque é o sorteio do Nota Legal, programado para esta terça-feira (18/11), com premiação total de R$ 3,5 milhões. Essa ação, destinada a incentivar a emissão de notas fiscais e combater a sonegação, é uma ferramenta fiscal inteligente, mas opinativamente subutilizada no debate político mais amplo. Em tempos de crise econômica, sorteios como esse poderiam ser ampliados para educar a população sobre transparência fiscal, transformando-os em instrumentos de engajamento cívico em vez de loterias isoladas. No DF, onde a política local frequentemente se entrelaça com questões de governança, iniciativas assim merecem ser avaliadas não só pelo valor monetário, mas pelo potencial de fomentar uma cultura de accountability.

Por fim, a reunião de especialistas em saúde e comportamento para debater vícios em cigarro e jogos representa um passo importante na agenda de saúde pública, especialmente em uma capital como Brasília, cuja construção histórica simboliza planejamento e visão de futuro. Opinativamente, esses debates deveriam ser elevados ao patamar político, integrando-os a leis mais rigorosas contra dependências que afetam a produtividade e o bem-estar social. No entanto, enquanto o foco permanece em discussões técnicas, falta uma abordagem integrada que conecte saúde mental à política urbana, garantindo que a herança da construção de Brasília – de inovação e progresso – se traduza em ações concretas contra vícios contemporâneos.

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