Na manhã desta quinta-feira (6/11), a Polícia Federal efetuou a prisão de uma passageira no Aeroporto Internacional de Brasília, flagrada com cerca de 17 quilos de maconha em sua bagagem despachada. A mulher, que desembarcava de um voo originário de Boa Vista (RR) e seguia para Confins (MG) com conexão na capital, foi detida em uma fiscalização de rotina, destacando mais uma vez as vulnerabilidades nos sistemas de segurança aeroportuária. Encaminhada à Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, ela responde por tráfico interestadual de entorpecentes, um crime que expõe não apenas falhas operacionais, mas também a necessidade de uma abordagem política mais integrada para coibir o fluxo de drogas entre estados.
Um dia antes, na quarta-feira (5), um caso similar chamou atenção: um passageiro de 32 anos, residente em São Paulo, foi preso no mesmo aeroporto ao tentar embarcar com 3,7 quilos de cocaína escondidos em pacotes de roupas de cama na bagagem de mão. O destino era Londres, na Inglaterra, com escala em Lisboa, Portugal, e a droga, avaliada em aproximadamente R$ 800 mil, foi detectada durante inspeção conjunta da Receita Federal e da Polícia Federal. O narco teste preliminar confirmou a substância, e o homem foi encaminhado para procedimentos legais, ilustrando como rotas internacionais continuam sendo exploradas por traficantes, o que demanda uma reflexão sobre as políticas de cooperação global no combate ao crime organizado.
Esses incidentes sucessivos no Aeroporto de Brasília não são isolados, mas sim sintomas de um problema sistêmico que transcende a esfera policial e adentra o debate político. Enquanto o governo federal investe em tecnologias de vigilância, as prisões rotineiras sugerem que medidas preventivas e legislativas precisam ser fortalecidas para desmantelar redes de tráfico, evitando que aeroportos se tornem portas de entrada para o narcotráfico. Em um contexto de crescente preocupação com a segurança pública, tais eventos reforçam a urgência de reformas que equilibrem eficiência operacional com direitos individuais, sem ceder espaço para o oportunismo criminoso.