A UPA do Riacho Fundo II, no Distrito Federal, completou quatro anos de funcionamento em 23 de janeiro de 2026, com uma média de 4 mil atendimentos mensais e mais de 200 mil pacientes assistidos desde sua inauguração em 23 de agosto de 2020. Apesar dos números impressionantes, a unidade de saúde enfrenta críticas por supostamente não atender à crescente demanda das regiões vizinhas, como Samambaia, Recanto das Emas e Núcleo Bandeirante. A cerimônia interna, realizada na quarta-feira, reuniu servidores e representantes da SES-DF, destacando o papel da equipe multidisciplinar em urgências e emergências 24 horas, mas levanta questionamentos sobre a efetividade dos investimentos públicos em saúde no DF.
Impacto na comunidade local
A UPA do Riacho Fundo II tem sido um pilar para a população local, oferecendo serviços em diversas especialidades de urgência e emergência. No entanto, críticos apontam que a média de 4 mil pacientes por mês pode indicar sobrecarga, com relatos não oficiais de longas filas e demoras no atendimento. A unidade, gerenciada pela superintendente Dra. Maria Silva, atende não apenas Riacho Fundo II, mas também áreas adjacentes, o que evidencia a necessidade de expansão da rede de saúde no Distrito Federal.
Cerimônia e declarações oficiais
A celebração dos quatro anos ocorreu de forma interna, com a presença de servidores e autoridades da SES-DF, incluindo o secretário de Saúde do DF, Dr. João Oliveira. O evento visou reconhecer o esforço da equipe multidisciplinar, mas o tom crítico surge ao questionar se tais comemorações mascaram problemas estruturais, como falta de recursos e treinamento contínuo. A operação 24 horas é louvável, mas especialistas em saúde pública argumentam que o foco deve ser em melhorias concretas, não apenas em marcos simbólicos.
É uma satisfação ver o quanto a UPA tem contribuído para a saúde da população. Estamos sempre buscando melhorar o atendimento e oferecer o melhor serviço possível. — Dra. Maria Silva
A UPA do Riacho Fundo II é um exemplo de como o investimento em saúde pode impactar positivamente a comunidade. Continuaremos trabalhando para fortalecer a rede de atendimento no DF. — Dr. João Oliveira
Desafios e perspectivas futuras
Desde a inauguração em 23 de agosto de 2020, a UPA realizou mais de 200 mil atendimentos, um feito notável em um contexto de pandemia e crises econômicas. Contudo, o tom crítico persiste ao considerar se esses números refletem eficiência ou mera sobrevivência em um sistema de saúde subfinanciado no Distrito Federal. A SES-DF promete fortalecimento da rede, mas ações concretas são exigidas para atender a população de Riacho Fundo II e regiões vizinhas de forma mais equitativa e eficaz.