A Central Única dos Trabalhadores no Distrito Federal (CUT-DF) utilizou a recente controvérsia envolvendo a marca Havaianas para fortalecer sua campanha pelo fim da escala de trabalho 6×1. Em uma postagem nas redes sociais, o sindicato destacou frases como “Fim da escala 6×1” e “A classe trabalhadora merece descanso”, impressas em vermelho sobre imagens de sandálias verde e amarela da marca. Essa estratégia conecta o debate trabalhista à polêmica gerada por um comercial da empresa, que foi interpretado por alguns como uma crítica velada à direita política.
No texto da postagem, a CUT-DF enfatizou a importância de mais tempo para estudo, lazer e família, argumentando que isso melhora a qualidade de vida e o desempenho no trabalho. A entidade declarou: “Em 2026, nossa luta é justa e necessária: redução da jornada de trabalho, sem redução de salários; fim da abusiva escala 6×1. Porque viver bem também é um direito!”. Essa mobilização ocorre em meio a reações de figuras da direita, como a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que manifestou descontentamento ao descartar um par de sandálias da marca em uma lata de lixo, após o comercial com a atriz Fernanda Torres sugerir não começar o ano com o “pé direito”.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou apoio ao tema ao afirmar, na última sexta-feira (19/12), que a proposta de emenda à Constituição (PEC) para encerrar a escala 6×1 deve entrar na agenda da Casa no início de 2026. “É uma pauta que, com certeza, estará no início do ano. Os partidos vão tratar e daremos encaminhamento regimental”, disse ele. A polêmica do comercial, exibido no domingo (21/12), envolveu a fala de Torres sobre começar o ano com “os dois pés”, o que foi visto como provocação por políticos e militantes de direita, ampliando o debate sobre direitos trabalhistas em um contexto político polarizado.