Era 1h59 da madrugada quando dois casais foram baleados em uma kitnet na Chácara 87 do Sol Nascente, no Trecho 2, após comprarem bebidas alcoólicas em uma distribuidora próxima. As vítimas eram Ariane Nunes, 40 anos, José Raivan Vieira, 44 anos, Wanderson Rios, 17 anos, e uma jovem de 20 anos. Três deles morreram no local, e a sobrevivente foi socorrida e permanece internada. Câmeras de segurança registraram o grupo voltando para casa e, minutos depois, um atirador encapuzado, vestido de preto, sacando uma arma semelhante a uma pistola 9mm. A ação ocorreu dentro da kitnet alugada por Wanderson, que usava o nome falso de Melchior e afirmava ser maior de idade para locar o imóvel por R$ 500 mensais.
A sobrevivente relatou aos policiais que o grupo estava bebendo e fumando quando o invasor atirou mais de 15 vezes, atingindo primeiro José, depois Ariane e Wanderson, enquanto ela foi ferida no queixo, perna e braço, escapando ao se esconder debaixo da cama. Uma vizinha acionou os bombeiros às 2h03, mas devido a um erro no endereço, a ajuda chegou após 2h20, acompanhada da polícia. A perícia encontrou marcas de tiros nas paredes, confirmando a violência, e os proprietários descobriram o nome verdadeiro de Wanderson por meio de um crachá antigo, após ligação da mãe dele.
As investigações da 19ª Delegacia de Polícia, em P Norte, apontam para um comparsa atuando como olheiro. O delegado Fernando Fernandes destaca duas linhas: acerto de contas, já que José, conhecido como “Professor”, era apontado como chefe do tráfico na QNN 19, e Wanderson, apelidado “Malfeito”, estava envolvido com drogas; ou retaliação por um homicídio em novembro na mesma quadra. Todas as vítimas, exceto a sobrevivente, tinham antecedentes criminais. Até o momento, ninguém foi preso.