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Tragédia em creche irregular no DF revela crise no acesso a vagas públicas

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A cabelereira Lorrany Stephane Ribeiro de Oliveira, de 27 anos, vive o luto pela morte de sua filha Laura Rebeca Ribeiro dos Santos, de 1 ano e 4 meses, ocorrida em uma creche irregular em Ceilândia. Segundo laudo preliminar, a bebê morreu por asfixia causada pelo cinto de um bebê-conforto. Lorrany deixou a criança com a cuidadora após familiares não poderem ajudá-la, pagando R$ 50 pelo serviço. A mãe relatou ter recebido garantias de segurança, incluindo câmeras e alimentação, mas versões contraditórias da cuidadora sobre o incidente aumentaram as suspeitas. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo, com depoimentos e análise de câmeras em andamento.

A investigação, conduzida pela 24ª Delegacia de Polícia, aponta que oito crianças estavam no local no momento do ocorrido. A cuidadora afirmou ter deixado Laura dormindo em um bebê-conforto após alimentá-la, saindo em seguida e deixando as crianças com o marido. Ao retornar, encontrou a bebê em tremores e chamou o Samu, que confirmou o óbito. O advogado criminalista Guilherme Gama destacou que a responsável pode enfrentar responsabilização penal e civil por violação do dever de cuidado, agravada pela irregularidade da creche. O sepultamento de Laura ocorreu no Cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga.

O caso expõe falhas no sistema de educação infantil do Distrito Federal, onde Laura ocupava a 38ª posição em uma lista de 90 crianças aguardando vaga em creche pública desde março. A Secretaria de Educação relata 4,5 mil crianças na fila, com 655 creches regularizadas no DF, sendo 273 públicas ou conveniadas. O presidente do Conselho de Educação do DF, Álvaro Moreira Domingues Júnior, enfatizou a necessidade de documentação como CNPJ, licenças e projeto pedagógico para operação legal, alertando que 40 instituições irregulares foram identificadas em 2023. A pasta acionou o DF Legal para verificações, destacando a ausência de previsão legal para creches domiciliares.

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