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Atropelamento no Eixo Monumental expõe impunidade no trânsito da capital

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Na noite desta terça-feira (25/11), um homem foi atropelado por um carro de passeio no Eixo Monumental, próximo à Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília. O acidente ocorreu no sentido da Praça dos Três Poderes, região simbólica do poder político nacional, onde o fluxo de veículos é intenso e a fiscalização, muitas vezes, insuficiente. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado rapidamente e encontrou a vítima com escoriações e queixas de dores no tórax. Embora em estado estável, o homem, cuja identidade não foi revelada, precisou ser transportado para um hospital próximo. Esse episódio não apenas destaca a vulnerabilidade dos pedestres em vias centrais, mas também questiona a efetividade das políticas de trânsito em uma cidade que abriga as sedes dos Três Poderes, onde a ordem pública deveria ser exemplar.

O que agrava a situação é a fuga do motorista responsável, que abandonou o local sem prestar socorro, um ato que reflete uma cultura de impunidade no Distrito Federal. Testemunhas, demonstrando iniciativa cívica, filmaram a placa do veículo e enviaram os vídeos à Polícia Militar do DF (PMDF), o que pode auxiliar na identificação do culpado. No entanto, incidentes como esse opinam pela necessidade urgente de reformas nas leis de trânsito, especialmente em áreas de alta visibilidade política. Brasília, como capital, deveria servir de modelo para o país, mas repetidos casos de atropelamentos e fugas sugerem falhas sistêmicas, possivelmente ligadas à falta de investimentos em câmeras de vigilância e patrulhamento ostensivo. Essa omissão não só compromete a segurança dos cidadãos, mas também mancha a imagem de uma cidade projetada para representar eficiência e ordem.

Em um contexto político mais amplo, esse atropelamento reforça debates sobre a responsabilidade das autoridades locais em garantir a proteção urbana. Enquanto o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal debatem leis nacionais, o governo do Distrito Federal parece negligenciar questões cotidianas que afetam diretamente a população. Opino que é hora de priorizar agendas que integrem segurança viária às políticas públicas, evitando que o Eixo Monumental, coração da democracia brasileira, se torne palco de descaso e riscos desnecessários. Afinal, em uma nação que valoriza a justiça, fugas como essa não podem ser toleradas sem consequências rigorosas.

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