quinta-feira , 15 janeiro 2026
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Brasília: o bunker invisível contra as facções criminosas

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O Sistema Penitenciário Federal (SPF) representa uma ferramenta essencial no combate ao crime organizado no Brasil, especialmente desde sua implementação em 2006 e a instalação de uma unidade em Brasília em 2018. Recentemente, a transferência de sete chefes do Comando Vermelho para o Presídio Federal de Catanduvas, após uma operação no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos, destacou a relevância desse modelo. Embora Brasília não tenha recebido esses presos, a capital federal abriga ou já abrigou figuras proeminentes como Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), condenado a mais de 330 anos de prisão. Outros nomes notórios incluem Jarvis Chimenes Pavão, o “rei da fronteira”, extraditado do Paraguai em 2017 por tráfico de drogas, e seu rival Sérgio de Arruda Quintiliano, o “Minotauro”, que planejou uma fuga cinematográfica para Marcola. Na minha visão, essa concentração de lideranças em unidades de alta segurança reflete uma estratégia opinativa de isolamento que, apesar de controversa, parece enfraquecer o comando das facções, conforme estudos acadêmicos como o de Larissa Melnik sugerem.

Além desses, Brasília recebeu Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”, responsável por um vasto esquema de tráfico internacional de cocaína, desarticulado pela maior operação da Polícia Federal contra o narcotráfico. O italiano Rocco Morabito, líder da máfia calabresa Ndrangheta, também passou pela penitenciária federal antes de ser extraditado para a Itália em 2022. Com 75 presos sob rigoroso esquema de segurança, segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), o sistema impõe medidas drásticas como comunicações restritas a parlatórios ou videoconferências, revistas constantes e monitoramento 24 horas por câmeras transmitidas ao vivo. Opino que essa rigidez, embora burocrática e potencialmente geradora de efeitos colaterais, como destacado por especialistas como Medina Osório, é um mal necessário para conter o poderio financeiro e bélico dessas organizações, evitando que lideranças presas continuem orquestrando crimes de dentro das celas.

No Distrito Federal, o sucesso no sufocamento das facções criminosas é evidente, com quase duas décadas de estratégias que impediram sua expansão territorial e econômica. A Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF) enfatiza o monitoramento integrado, relatórios semanais e investimentos em capacitação e tecnologia, aliados a operações conjuntas com a Polícia Federal e tropas especializadas como ROTAM e BOPE. A baixa corrupção e a cooperação interinstitucional criam uma ambiência de segurança única entre as capitais brasileiras. Em minha opinião neutra, esse modelo não só valida o SPF como uma válvula de contenção, mas também posiciona Brasília como um exemplo de como inteligência e isolamento podem desmantelar redes criminosas, desde que aplicados com critério para evitar abusos. No primeiro semestre de 2025, oito novos presos ingressaram na unidade, reforçando sua função estratégica.

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