quinta-feira , 15 janeiro 2026
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Flávio Bolsonaro rebate Moraes: prisão de pai seria motivada por política, não por fuga

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Em uma vigília marcada por emoção e protestos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa veemente do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, negando qualquer intenção de fuga ou remoção da tornozeleira eletrônica. Segundo Flávio, a ideia de que Bolsonaro planejava escapar carece de lógica, pois ele mal conseguiria percorrer uma curta distância sem atrair aglomerações de apoiadores. Ele destacou que vigílias anteriores já reuniam multidões, e a família mantém a convicção de que o povo está ao seu lado. Os irmãos admitiram que Bolsonaro usou uma solda para mexer no equipamento, mas insistiram que isso não visava uma evasão; se fosse o caso, argumentou Carlos Bolsonaro, ele teria cortado o dispositivo por completo. Flávio sugeriu que o ato poderia ter sido um momento de desespero, possivelmente desencadeado pela visita de familiares de São Paulo, levando a uma reação emocional de vergonha. Essa narrativa, no entanto, levanta questionamentos sobre a consistência das justificativas familiares diante das evidências judiciais, sugerindo que tais explicações podem servir mais para mobilizar bases políticas do que para esclarecer fatos.

Os aliados de Bolsonaro também contestaram elementos da decisão do ministro Alexandre de Moraes, como o uso de um convite para vigília religiosa na fundamentação da prisão preventiva. Flávio criticou duramente, questionando se orações estariam sendo criminalizadas, já que a convocação era voluntária para rezar pela saúde do ex-presidente. O deputado Eduardo Bolsonaro foi além, ironizando o risco à ordem pública e comparando o Brasil a regimes autoritários como a Coreia do Norte, insinuando motivações políticas por trás da medida para evitar comoção popular. Ele apontou um suposto tratamento diferenciado, citando que Bolsonaro é o único entre 120 mil monitorados com viatura na porta de casa, e mencionou vazamentos de imagens da residência como prova de perseguição. Em tom de deboche, Eduardo chegou a sugerir que Donald Trump deveria ser investigado se houvesse manipulação internacional, referindo-se à nomeação de Moraes em 2017 – uma comparação que soa absurda e parece destinada a inflamar debates, mais do que a contribuir para uma análise jurídica séria.

Apesar das contestações, a defesa oficial de Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre as declarações dos filhos, enquanto apoiadores mantêm a vigília em Brasília, com Flávio se emocionando ao cantar “Tá Chorando Por Quê?”, de Amanda Wanessa. Os parlamentares reafirmaram a intenção de continuar convocando o público, defendendo o direito sagrado à oração. Essa persistência, em meio a determinações judiciais, reflete uma estratégia de resistência que, opinativamente, pode aprofundar polarizações políticas no país, transformando questões jurídicas em batalhas ideológicas que testam os limites da democracia brasileira.

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