quinta-feira , 15 janeiro 2026
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Congresso Maria da Penha vai à escola: educação como ferramenta contra o patriarcado

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A 6ª edição do Congresso Maria da Penha Vai à Escola, realizada nesta quarta-feira no auditório do Conselho de Justiça Federal, representa um esforço louvável do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios para promover mudanças culturais profundas em uma sociedade ainda marcada pelo patriarcado. Organizado pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica, o evento premiou alunos, professores e práticas inovadoras das regiões de Santa Maria, Riacho Fundo, Taguatinga e Guará na Mostra Cultura de Paz, destacando o papel da educação na prevenção da violência contra meninas e mulheres. Na visão do 2º vice-presidente do TJDFT, desembargador Angelo Passareli, iniciativas como essa são essenciais para romper com tradições patriarcais, e é inegável que o Poder Judiciário, ao se aliar a parceiros, assume uma postura proativa que vai além da repressão, investindo em conscientização desde a base escolar.

Representantes de instituições chave, como o procurador-geral de Justiça do DF, George Seigneur, e o 1º vice-presidente do TJDFT, desembargador Roberval Belinati, enfatizaram a necessidade de ações preventivas para combater o alto número de condenações por feminicídio, argumentando que a repressão sozinha não reduz os índices de violência. Opino que essa abordagem integrada, envolvendo educação e justiça, é um modelo político acertado para o Distrito Federal, pois transforma mentalidades jovens e promove igualdade de gênero de forma sustentável. A subsecretária de Educação Inclusiva e Integral, Vera Lúcia Bastos, emocionada, reforçou que o programa, iniciado em 2016, cria condições reais de transformação social ao aproximar o sistema de justiça da rede pública de ensino.

O evento também reconheceu práticas notáveis, como a menção de louvor ao projeto “O estudo das masculinidades”, da professora Rita de Fátima Silvano, do CEF 2 do Guará, elogiado pela juíza Gislaine Campos Carneiro por fomentar relações mais igualitárias. Na nova categoria de Prática Continuada, o projeto “Flores da Escola”, do CED 310 de Santa Maria, liderado por Margareth de Brit, Laísa Fernandes e Lukas Thiago Cardoso, venceu com um prêmio de R$ 10 mil, incentivando iniciativas duradouras. Presenças como a da secretária da Mulher, Giselle Ferreira, e outros líderes reforçam a articulação política necessária, e, em minha opinião, eventos assim provam que investir em educação preventiva é a chave para uma sociedade mais justa, reduzindo a dependência de medidas repressivas no futuro.

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