Um caso de violência doméstica chocante ocorrido na QE 42 do Guará, no Distrito Federal, nesta segunda-feira (17/11), reforça a urgência de políticas públicas mais efetivas para combater esse tipo de crime. Um homem de 44 anos foi preso em flagrante após agredir sua companheira de 42 anos com socos, em frente a um estabelecimento comercial. A Polícia Militar do DF (PMDF) chegou ao local e encontrou a vítima com lesões evidentes, incluindo um grande inchaço no lado esquerdo do rosto. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) prestou os primeiros socorros, e a mulher foi transportada para o Hospital de Base, acompanhada por uma amiga que testemunhou o incidente. Diante de provas como vídeos que registraram a agressão e o histórico do agressor, com duas passagens anteriores por violência doméstica, fica claro que o sistema atual falha em prevenir reincidências, permitindo que agressores continuem a ameaçar suas vítimas sem maiores consequências preventivas.
A prisão do suspeito, que não resistiu à abordagem e foi conduzido à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), destaca a importância da lei Maria da Penha, mas também expõe suas limitações na prática. No Distrito Federal, onde casos como esse não são isolados, é opinativo afirmar que as autoridades precisam investir mais em mecanismos de monitoramento de reincidentes, como programas de reabilitação obrigatória ou maior integração entre polícia e serviços sociais. Sem essas medidas, a sociedade continua a assistir a repetições de violência que poderiam ser evitadas, minando a confiança nas instituições responsáveis pela proteção das mulheres.
Em um contexto político mais amplo, incidentes como o do Guará servem como alerta para os legisladores do DF, que recentemente aprovaram mudanças na Lei de Uso e Ocupação do Solo na região, mas parecem negligenciar agendas sociais críticas. É essencial que o governo local priorize reformas que fortaleçam a rede de apoio às vítimas, garantindo não apenas punições, mas prevenção efetiva. Afinal, enquanto agressores com histórico criminal circulam livremente, a igualdade de gênero permanece uma promessa vazia na capital do país.