Em novembro, Brasília se prepara para sediar o IX Encontro das Cidades Criativas, um evento que reforça o papel da capital como polo de inovação e cultura. Essa iniciativa, promovida pelo governo local, destaca a importância de políticas públicas que incentivem a criatividade urbana, mas levanta questionamentos sobre sua efetividade em meio a desafios cotidianos. Enquanto o Palácio do Buriti ganha iluminação especial para mobilizar contra o câncer do colo do útero, ações como o programa Empodera DF, voltado ao empreendedorismo feminino e afrodescendente, sinalizam um esforço para promover inclusão social. No entanto, é opinável que tais medidas, embora louváveis, precisam ser acompanhadas de investimentos mais robustos para impactar de forma duradoura a população.
A justiça recente no Distrito Federal também reflete tensões sociais, com a condenação de um feminicida a 31 anos de prisão e indenização aos sete órfãos, um veredicto que sublinha a necessidade de políticas mais rigorosas contra a violência de gênero. Casos como a briga entre adolescentes que resultou em uma menina de 14 anos esfaqueada expõem falhas no sistema de proteção à juventude, sugerindo que o governo deve priorizar não apenas punições, mas prevenções educativas. Opino que esses episódios demandam uma abordagem integrada, onde a esfera política atue de maneira proativa para mitigar desigualdades que fomentam a violência.
Por fim, incidentes como o desabamento de uma tenda de ônibus na EPIG devido à chuva, deixando usuários sem abrigo, ilustram deficiências crônicas na infraestrutura urbana. Essa ocorrência, embora pontual, critica indiretamente a gestão pública por negligenciar manutenções essenciais em um cenário de mudanças climáticas. Em um contexto político, é essencial que lideranças do DF invistam em planejamento sustentável, transformando promessas em ações concretas para evitar que falhas como essa comprometam a credibilidade das iniciativas criativas e sociais promovidas.