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Botecar Brasília: por que o artesanal ainda resiste em uma era digital

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A segunda edição do Botecar Brasília, que se estende até 14 de dezembro, reúne 35 bares da capital em uma celebração que, em minha visão, resgata o valor do trabalho manual em um mundo cada vez mais automatizado. Com o tema Sabores Artesanais — Feito à Mão, Feito com o Coração, o festival incentiva pratos inéditos preparados com criatividade, tradição e afeto, destacando o esforço humano por trás de cada receita. Antônio Lúcio, o organizador, enfatiza que o evento valoriza o encontro e o talento na cozinha, reforçando a importância do cuidado artesanal em detalhes que a tecnologia muitas vezes ignora. Essa abordagem, a meu ver, não só enriquece a experiência gastronômica, mas também questiona a superficialidade das produções em massa, promovendo uma conexão mais autêntica entre produtores e consumidores.

André Lamounier, vice-presidente Institucional e Comercial do Correio Braziliense, justifica a escolha da data como um aquecimento para o verão, período de alta demanda nos bares, o que parece uma estratégia inteligente para impulsionar o setor local em tempos econômicos desafiadores. Ele expressa o desejo de que o festival reflita a essência alegre e envolvente de Brasília, uma opinião que compartilho, pois eventos como esse fortalecem a identidade cultural da cidade, muitas vezes ofuscada por debates políticos. Andrea Gervasio, sócia do bar Jobim Brasília na Asa Norte, de 36 anos, vê no Botecar uma oportunidade valiosa para divulgar produtos e espaços, especialmente após o sucesso da edição anterior, quando muitos descobriram o bar pelo festival. Essa perspectiva reforça, em minha análise, como iniciativas coletivas podem revitalizar negócios locais, promovendo uma economia mais inclusiva e criativa.

Originário de Belo Horizonte, onde existe há 11 anos, o Botecar chegou a Brasília em 2024 com o tema Botecar é arte: coma, viva e compartilhe, inspirando tira-gostos baseados em músicas e artistas. O vencedor da estreia foi o Buteco da Elma, no Guará, com o prato Dizem que sou louco, inspirado na canção Balada do louco, dos Mutantes — uma combinação de pescoço de peru com farofa de ovo que exemplifica a fusão entre gastronomia e cultura. Nesta edição, os participantes podem votar nos melhores botecos via QR Code, avaliando sabor, temperatura da bebida, ambiente e atendimento, com preços entre R$ 18 e R$ 59,90. A meu ver, essa dinâmica democrática não apenas engaja o público, mas também eleva o padrão dos estabelecimentos, incentivando uma competição saudável que beneficia toda a comunidade.

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