Na noite de sexta-feira, 8 de novembro, um episódio alarmante ocorreu em um canteiro de obras na quadra 500 do Sudoeste, onde três rottweilers, utilizados como cães de guarda, atacaram violentamente um border collie chamado Bolt, de apenas um ano. A tutora do animal, a empresária Viviane Lemos, de 45 anos, relatou que os rottweilers arrastaram seu cachorro para dentro do local e o estraçalharam, deixando-o internado em estado grave. Esse incidente não só destaca a agressividade desses animais, mantidos no local para fins de segurança, mas também questiona a eficácia e a humanidade de tais práticas em áreas urbanas densamente povoadas. Viviane criticou a falta de preparo, mencionando que o segurança da construtora alegou não ter a chave para acessar o canteiro durante o ataque, o que agravou a situação e expôs uma negligência evidente.
Além do trauma imediato, Viviane denunciou condições precárias para os rottweilers, que ficam no local toda noite, de 19h às 5h, sem água ou comida adequadas, o que pode contribuir para seu comportamento imprevisível. Ela registrou um boletim de ocorrência e exige a retirada imediata dos cães, ecoando preocupações de outros moradores da quadra 500 que já relataram fugas anteriores e riscos constantes à comunidade. Essa persistência em manter animais potencialmente perigosos, apesar de reclamações recorrentes, reflete uma postura irresponsável por parte da construtora, priorizando custos de vigilância sobre a segurança pública. É opinativo afirmar que tais métodos arcaicos de segurança merecem uma revisão urgente, especialmente quando alternativas tecnológicas mais seguras estão disponíveis, evitando tragédias como essa.
A prefeitura da quadra 500 já havia intervindo, contactando a construtora para solicitar a remoção dos cães, mas a resposta da empresa, em e-mail de julho, indicou que o contrato de vigia por cães foi cancelado em geral, exceto nessa obra, onde será mantido até o fim de novembro, com promessas de medidas para prevenir fugas. No entanto, essa prorrogação parece insuficiente diante dos fatos, e moradores continuam enviando e-mails pedindo ação imediata. Em um contexto onde a regulamentação de obras urbanas deveria priorizar o bem-estar coletivo, incidentes como esse opinam pela necessidade de políticas mais rigorosas, garantindo que interesses corporativos não sobreponham a vida de animais e residentes.