O Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) deu um passo significativo ao aprovar, na última quinta-feira, mais uma etapa do projeto de urbanização do bairro Urbitá, em Sobradinho. Essa fase abrange 498 mil metros quadrados e pode abrigar até 21 mil moradores, com a construção de 6.965 apartamentos distribuídos em 90 lotes de usos variados, incluindo residenciais, comerciais, industriais e institucionais. Iniciativa que integra o desenvolvimento da antiga Fazenda Paranoazinho, administrada pela Urbanizadora Paranoazinho desde 2007, o projeto reflete uma visão política de crescimento ordenado no DF, onde o planejamento urbano se torna ferramenta essencial para combater o caos habitacional e promover equidade social, embora exija vigilância para evitar desigualdades no acesso a moradias de qualidade.
Ricardo Birmann, diretor-presidente da empresa, enfatizou que o objetivo é oferecer a melhor experiência de qualidade de vida, destacando inovações no sistema viário com calçadas amplas, ciclovias seguras e integração entre pedestres e transporte público. Planejado como um bairro sustentável, o Urbitá divide a área em três zonas principais, com vias de circulação interna, corredores comerciais e uma “via parque” dedicada a pedestres e ciclistas. Além disso, um estudo de tráfego visa garantir a fluidez na região, ampliando a DF-425 para duas faixas por sentido. Essa abordagem opinativa sugere que investimentos em mobilidade urbana não são apenas técnicos, mas políticos, priorizando a sustentabilidade em um momento em que o DF enfrenta desafios ambientais e de tráfego crescentes, o que poderia servir de modelo para outras regiões se bem executado.
Com a aprovação no Conplan, os próximos passos incluem a apresentação do projeto urbanístico à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) para análise técnica, seguida da publicação de um decreto governamental. A Urbanizadora Paranoazinho terá então 180 dias para solicitar a licença urbanística. Quando concluído, o bairro ocupará 9,2 milhões de metros quadrados, com capacidade para mais de 118 mil moradores, somando-se às duas etapas iniciais aprovadas em 2018. Essa expansão reforça a necessidade de políticas públicas que equilibrem desenvolvimento econômico e bem-estar populacional, opinando que o sucesso do Urbitá dependerá de uma governança transparente para transformar promessas em realidades palpáveis para os cidadãos do Distrito Federal.