O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) acaba de divulgar uma lista com 100 nomes de motoristas que tiveram a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por 12 meses, todos flagrados dirigindo sob influência de álcool ou substâncias psicoativas, conforme o artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro. Essa medida, publicada no Diário Oficial do DF, reflete uma tentativa de reforçar a aplicação da lei seca, mas levanta questionamentos sobre a efetividade das políticas públicas de trânsito no combate a comportamentos irresponsáveis. Nomes como Roserlon de Souza Rocha, Welinton Maia de Lima e Paula Cristina Silva Matos encabeçam a relação, que inclui desde condutores comuns até aqueles que, pela repetição de infrações implícita na punição, parecem ignorar os riscos coletivos. Em um contexto onde o DF lida com crescentes desafios de mobilidade urbana, essa suspensão coletiva não apenas pune, mas deveria servir como alerta para uma sociedade que ainda subestima os perigos da mistura entre álcool e direção.
Embora os motoristas tenham sido notificados e disponham de 30 dias para recorrer, a possibilidade de cassação da CNH caso sejam pegos ao volante durante o período de punição adiciona um tom de severidade necessário. Ao final da suspensão, eles precisarão passar por um curso de reciclagem, com reprovação implicando em proibição definitiva de dirigir. Essa estrutura punitiva, opinativamente, é um passo na direção certa para promover a responsabilidade individual, mas expõe uma lacuna maior: a falta de campanhas educativas mais agressivas e integradas às políticas de saúde pública. No DF, onde o tráfego intenso amplifica os riscos de acidentes, listas como essa – com nomes como Rafael Gonçalves Lima, Fernanda Borges Dantas Chaves e outros até Alessandro Campos Nascimento – destacam que a repressão sozinha pode não bastar sem um esforço preventivo mais robusto.
Em última análise, essa ação do DER-DF reforça a necessidade de uma abordagem política mais holística para a segurança viária, integrando fiscalização com educação e alternativas de transporte público. Enquanto motoristas como Rawandson Estevam dos Santos (citado múltiplas vezes na lista) enfrentam as consequências, a sociedade como um todo deve refletir sobre o custo humano de tais violações, incentivando mudanças que vão além das punições administrativas.