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Interrupção de energia no Paranoá revela falhas na gestão pública de infraestrutura

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Nesta quarta-feira, 5 de novembro, moradores de áreas específicas do Paranoá, no Distrito Federal, enfrentarão uma interrupção temporária no fornecimento de energia elétrica, programada das 9h às 15h. Segundo a Neoenergia, responsável pela distribuição, os cortes afetarão o Núcleo Rural Fazendinha e o Condomínio Del Lago, nas quadras 3 e 4, com o objetivo de realizar serviços de manutenção na rede. Em um contexto político onde a infraestrutura energética é frequentemente debatida como prioridade nacional, essa medida, embora necessária para a segurança dos profissionais, levanta questionamentos sobre a eficiência das políticas públicas no setor. Afinal, interrupções programadas como essa não deveriam ser exceções, mas parte de um planejamento preventivo que evite impactos maiores na população, especialmente em regiões periféricas como o Paranoá, onde o acesso a serviços básicos já é precário.

A Neoenergia justifica a paralisação como essencial para garantir a integridade da rede e a proteção das equipes durante os trabalhos, o que é compreensível do ponto de vista técnico. No entanto, opinamos que isso reflete uma abordagem reativa por parte das autoridades reguladoras, que poderiam investir mais em modernizações preventivas para minimizar transtornos aos cidadãos. No Distrito Federal, onde debates sobre abertura do mercado de energia ganham força no Congresso, como visto em recentes aprovações de projetos de lei, interrupções como essa destacam a urgência de reformas que priorizem a resiliência da infraestrutura. Moradores afetados, muitos dos quais dependem de energia para atividades diárias, acabam pagando o preço de uma gestão que, apesar de promessas políticas, ainda lida com gargalos herdados de administrações passadas.

Para além dos desligamentos agendados, a empresa alerta que outras regiões do Distrito Federal podem sofrer interrupções inesperadas, recomendando que a população registre ocorrências pelo telefone 116. Clientes com deficiência auditiva ou de fala têm à disposição o número 0800 701 0155, adaptado para aparelhos especiais. Essa orientação, embora prática, reforça a necessidade de uma visão política mais inclusiva, que integre acessibilidade em todos os níveis de serviço público. Em última análise, eventos como o do Paranoá servem como lembrete de que a energia não é apenas uma commodity, mas um pilar da equidade social, demandando ações concretas de governantes para evitar que manutenções rotineiras se tornem sinônimo de descaso.

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