quinta-feira , 15 janeiro 2026
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Ibaneis Rocha acelera obras no Jardim Mangueiral: um legado de planejamento ou mera correção de erros passados?

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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), demonstrou nesta quarta-feira (5/11) uma abordagem proativa ao assinar ordens de serviço para três obras cruciais no Jardim Mangueiral: a construção de um viaduto, uma passarela para pedestres e a implantação de uma adutora interligando reservatórios locais ao de São Sebastião. Com máquinas e equipes já posicionadas no evento, a iniciativa parece sinalizar um compromisso imediato com a execução, contrastando com o histórico de negligência que o próprio governador criticou. Em um contexto político onde a infraestrutura urbana é moeda valiosa para eleições futuras, essa ação pode ser vista como uma tentativa astuta de reparar déficits herdados, transformando áreas outrora “abandonadas” em exemplos de governança eficiente, embora reste questionar se tais investimentos bastam para mitigar críticas sobre o ritmo lento de outras regiões do DF.

Ibaneis Rocha enfatizou que o Jardim Mangueiral foi criado sem equipamentos públicos essenciais, e as medidas atuais visam corrigir essa falha, promovendo infraestrutura, segurança e qualidade de vida. A adutora, gerenciada pela Caesb, promete interligar sistemas hídricos e fornecer água tratada a São Sebastião, contribuindo para a segurança hídrica do Distrito Federal nas próximas décadas. Essa visão de planejamento permanente, marcada por honestidade e cobrança de resultados, é apresentada pelo governador como o grande legado de sua gestão. No entanto, em um tom opinativo, é inevitável ponderar se esse discurso reflete uma estratégia genuína de visão de longo prazo ou apenas uma resposta reativa ao crescimento urbano desordenado, especialmente quando o DF enfrenta desafios crônicos em mobilidade e recursos básicos que demandam mais do que promessas isoladas.

A vice-governadora Celina Leão complementou o anúncio ao destacar o planejamento contínuo para acompanhar o expansão da região, argumentando que cada intervenção viária alivia o trânsito, mas gera novas demandas. Ela ressaltou o impacto humano das obras, como permitir que pais cheguem mais cedo em casa ou desfrutem de refeições em família, o que humaniza o concreto e o asfalto. Politicamente, essa narrativa reforça a imagem de uma administração atenta às necessidades cotidianas, mas convida a uma reflexão: em um Distrito Federal em constante expansão, será que esses investimentos pontuais são suficientes para um desenvolvimento sustentável, ou representam apenas paliativos em um sistema que clama por reformas mais profundas e integradas?

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