quinta-feira , 15 janeiro 2026
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Suspeito de assassinato de adolescente no DF inventa assalto, mas provas desmontam versão

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O caso do assassinato da adolescente Allany Fernanda, de apenas 13 anos, no Sol Nascente, Distrito Federal, expõe as fragilidades do sistema de proteção a vulneráveis em uma região marcada por violência e impunidade. Carlos Eduardo Pessoa Tavares, de 20 anos, negou a autoria do crime, alegando que dois bandidos de capacete invadiram sua casa e atiraram na vítima durante uma suposta tentativa de assalto. No entanto, as investigações da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II, em Ceilândia, desmontaram essa narrativa, revelando inconsistências que apontam para um feminicídio cruel, com indícios de estrangulamento e um tiro no rosto. Em um contexto político onde o DF enfrenta críticas por falhas na segurança pública, esse episódio reforça a necessidade de políticas mais efetivas para combater a violência doméstica, especialmente contra menores, que muitas vezes são invisibilizadas nas agendas governamentais.

Allany e Carlos teriam iniciado um relacionamento amoroso dias antes do crime, ocorrido na madrugada de 3 de novembro, quando a Polícia Militar foi acionada e encontrou a jovem já ferida na ambulância do suspeito. Vizinhos relataram não ter visto movimentação suspeita nem ouvido disparos, contrariando a versão de Tavares, que ainda apresentou marcas de mordidas no peito e braço, atribuídas por ele a uma brincadeira. Durante o interrogatório, acompanhado de advogado, o suspeito optou pelo silêncio, mas a ausência de bens roubados e as marcas de agressão na vítima indicam um ato premeditado, possivelmente motivado por ciúmes ou controle. Essa dinâmica reflete um padrão preocupante no Brasil, onde leis como a Maria da Penha são subutilizadas em casos envolvendo adolescentes, demandando uma revisão urgente nas estratégias de prevenção e punição por parte das autoridades federais e distritais.

A Justiça manteve a prisão de Tavares na tarde de 4 de novembro, dia em que Allany faleceu, sinalizando uma resposta inicial firme, mas que não apaga as brechas sistêmicas que permitem tais tragédias. Em um cenário político onde o governo do DF é cobrado por investimentos em educação e conscientização sobre relacionamentos abusivos, esse crime serve como alerta para que se priorize a proteção de jovens em áreas periféricas, evitando que narrativas falsas perpetuem a impunidade. Sem reformas profundas, casos como esse continuarão a manchar a imagem da capital, exigindo ação imediata dos legisladores para fortalecer o aparato de justiça e assistência social.

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