Em uma solenidade marcada pela presença de altas autoridades, como a vice-governadora Celina Leão e o secretário de Segurança Pública Sandro Avelar, o Distrito Federal lançou uma operação integrada para combater a criminalidade durante o período natalino. Participaram ainda figuras chave como a comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Barros Habka, e representantes de outras forças de segurança, além dos Conselhos Comunitários de Segurança. Essa união de esforços reflete uma abordagem necessária, mas que levanta questionamentos sobre sua efetividade a longo prazo, já que ações pontuais como essa, embora bem-intencionadas, precisam ser sustentadas por políticas contínuas para não se limitarem a meras exibições de força.
O planejamento, baseado em manchas criminais que identificam picos de delitos, prevê um reforço de 15% a 20% no efetivo das forças de segurança em novembro e dezembro, conforme anunciado por Celina Leão. Sandro Avelar destacou o foco em policiamento preventivo, especialmente em áreas comerciais, com delegacias da Polícia Civil preparadas para um aumento de ocorrências. A operação inclui blitze do Detran-DF contra alcoolemia, treinamentos para 1,2 mil policiais militares e nomeações na Polícia Civil. Na minha visão, essas medidas representam um avanço pragmático, mas é essencial avaliar se o aumento temporário no efetivo realmente dissuade crimes ou apenas desloca problemas para outros períodos, exigindo uma análise mais profunda de dados para justificar investimentos semelhantes no futuro.
Um dos pontos mais inovadores é o anúncio de um sistema piloto de monitoramento com inteligência artificial, capaz de identificar suspeitos por características específicas, como “um homem de camisa vermelha em uma moto”. Celina Leão explicou que o projeto, em fase final, incluirá câmeras com reconhecimento facial em todas as regiões administrativas, conectadas a bancos de dados da segurança pública. Sandro Avelar reforçou a importância dessa tecnologia para o mapeamento de áreas críticas. Opinativamente, essa iniciativa pode revolucionar a inteligência policial no DF, mas suscita preocupações éticas sobre privacidade e vigilância excessiva, que devem ser equilibradas para evitar abusos em nome da segurança. No geral, o esforço contínuo em integração e tecnologia, como enfatizado pela vice-governadora, é louvável, embora dependa de execução impecável para impactar positivamente a vida dos cidadãos.